
Pressionado pela demanda interna fraca, o mercado do boi gordo registra recuo nas cotações e entra em um cenário de disputa entre frigoríficos e pecuaristas, apesar do bom desempenho das exportações.
O mercado do boi gordo encerrou a quinta-feira (15) sob pressão nas principais praças pecuárias do país, refletindo um ambiente de demanda enfraquecida no consumo interno e tentativas de compra em patamares mais baixos por parte dos frigoríficos. Em São Paulo, referência nacional, a arroba apresentou queda de 1,01% em relação ao dia anterior, com cotação média de R$ 317,16.
O movimento de baixa também foi observado no mercado futuro. Na B3, o contrato com vencimento em janeiro de 2026 fechou em R$ 317,50 por arroba, recuo diário de 0,11%, sinalizando cautela dos agentes diante do atual cenário de consumo e da dinâmica de oferta no curto prazo.
No elo final da cadeia, o varejo perdeu fôlego ao longo da semana. As vendas seguem fracas e a expectativa do setor é de manutenção desse ritmo ao longo do mês, o que limita repasses de preços. No atacado, apesar da menor oferta de carne — consequência da redução no ritmo de abates — a demanda também se mostrou enfraquecida. Com isso, os preços cederam: a média nacional recuou 0,19% no dia, alcançando R$ 303,23 por arroba.
Preços médios do boi gordo
São Paulo: R$ 316,50
Goiás: R$ 310,36
Minas Gerais: R$ 312,35
Mato Grosso do Sul: R$ 306,25
Mato Grosso: R$ 294,08
Segundo o consultor de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, os frigoríficos seguem relativamente confortáveis em relação às escalas de abate. “Na média nacional, as escalas estão posicionadas entre sete e oito dias úteis, o que permite às indústrias testar preços mais baixos em algumas regiões”, avalia.
FONTE: RURAL NEWS MS
